Equipe brasileira se classificou para três finais
Por: Leonardo Lopes

A seleção brasileira de ginástica artística encerrou neste sábado (25) a sua participação no Mundial de Jakarta, na Indonésia. O Brasil, que foi para o campeonato desfalcado de sua principal estrela, Rebeca Andrade, saiu sem medalhas da competição.
No masculino, Caio Souza foi o grande destaque. Aos 32 anos de idade, o ginasta se classificou para duas finais, do individual geral junto de Diogo Soares, além da final das argolas. Arthur Nory, Yuri Guimarães e Vitaly Guimarães não se classificaram para nenhuma final.
No individual geral, Caio Souza terminou na nona colocação com a nota de 80,530, o melhor resultado da sua carreira em mundiais. O brasileiro teve excelentes apresentações no cavalo com alça, nas argolas, no salto, nas barras fixas e nas paralelas. No solo, acabou tendo uma queda, mas que não impediu o resultado histórico. Diogo Soares terminou na 17ª colocação com 77,264.
Na final das argolas, Caio voltou a fazer uma grande apresentação e terminou na sexta colocação com a nota de 14.166, melhorando a sua nota da classificatória e conseguindo o melhor resultado da carreira no aparelho.

Na competição feminina, o Brasil convocou as medalhistas olímpicas Flávia Saraiva e Júlia Soares, além das jovens Júlia Coutinho e Sophia Weisberg. Apenas Flávia conseguiu se classificar para uma final, a da trave.
Medalhista no último Mundial por equipes e no solo, Flávia Saraiva terminou a final da trave no Mundial de Ginástica 2025 na quarta colocação com a nota de 13.900, ficando muito próxima do pódio. A brasileira, que abriu a final, fez uma excelente apresentação, também melhorando a sua nota em comparação com a classificatória, mas viu uma disputa de muito alto nível e acabou ficando sem a medalha no detalhe. Esse foi o melhor resultado da Flávia na trave em mundiais.

O Brasil não saía de um Campeonato Mundial de Ginástica Artística sem conquistar ao menos uma medalha desde 2017, no Mundial de Montreal, no Canadá.

