Com atuação madura e ofensiva, Palestrinas vencem a Ferroviária por 4 a 2 e levantam um título nacional inédito após campanha quase irretocável.
Por: Lucas Vargas

O Palmeiras escreveu mais um capítulo histórico no futebol feminino brasileiro. Mesmo jogando fora de casa, na Fonte Luminosa, o time venceu a Ferroviária por 4 a 2 e conquistou a Copa do Brasil Feminina pela primeira vez, um título que faltava no currículo da equipe.
A tarde foi de imposição técnica e mentalidade vencedora. Amanda Gutierres abriu o placar com oportunismo típico de centroavante, Brena completou após rebote dentro da área, Tainá Maranhão ampliou de pênalti no início da segunda etapa e Greicy fechou a conta já no fim, aproveitando erro na saída de bola das mandantes. Do lado da Ferroviária, Andressa e Raquel marcaram os gols da reação que chegou a ameaçar o favoritismo alviverde, mas não foi suficiente para mudar o rumo da decisão.
Mesmo com o empate momentâneo no primeiro tempo, o Palmeiras manteve controle de posse, ritmo alto e aproveitou os espaços deixados pela Ferrinha, que precisou se lançar ao ataque em busca do resultado. O time de Araraquara mostrou intensidade, especialmente com Júlia Beatriz, mas esbarrou em falhas defensivas e na boa leitura de jogo palestrina.
Além do título, o desempenho impressiona: foram cinco vitórias em cinco jogos, 20 gols marcados e apenas um sofrido, média de quatro gols por partida. A campanha coroou um elenco ofensivo, estruturado e que soube decidir nos momentos chave.
O troféu também marca a despedida em alto nível de Amanda Gutierres, artilheira da temporada com 22 gols, que já tem destino certo para 2026: o Boston Legacy, dos Estados Unidos. A atacante encerra sua passagem com protagonismo e história escrita em verde e branco.
O Palmeiras já tinha taças do Paulista e da Libertadores. Agora, acrescenta à prateleira seu primeiro título da Copa do Brasil Feminina e reforça seu lugar entre as principais forças do país.

