Com gol de Danilo e atuação firme na final, Rubro-Negro supera o Palmeiras no Monumental e entra de vez no topo do continente.
Por Lucas Vargas

O Flamengo escreveu um dos capítulos mais significativos de sua trajetória internacional ao derrotar o Palmeiras por 1 a 0 na final da Copa Libertadores, disputada no Monumental de Lima. O triunfo garantiu ao clube o tetracampeonato continental, algo inédito entre os brasileiros e suficiente para colocá-lo ao lado de River Plate e Estudiantes entre os maiores vencedores da América.
A partida foi marcada por equilíbrio, intensidade e por uma disputa física que começou a se desenhar ainda no primeiro tempo. O Flamengo iniciou a final adiantando suas linhas e criando as primeiras oportunidades com Arrascaeta, Bruno Henrique e Samuel Lino. O Palmeiras reagiu após os 20 minutos, com chegada perigosa de Vitor Roque em cabeçada. A etapa inicial também registrou a jogada mais polêmica do jogo, quando Erick Pulgar acertou a canela de Bruno Fuchs com o lance já parado. Após reclamações dos palmeirenses, o VAR manteve a decisão de campo e não recomendou revisão para possível expulsão.
O segundo tempo trouxe mudanças de ritmo, chances dos dois lados e maior eficiência do Flamengo. Andreas Pereira e Flaco López assustaram no início, mas o time rubro-negro respondeu com finalizações de Arrascaeta e Jorginho. O gol decisivo veio aos 21 minutos, em cobrança de escanteio do uruguaio. Danilo subiu sem marcação e cabeceou no canto, garantindo o título e conquistando uma marca inédita: tornou-se o primeiro jogador campeão duas vezes da Libertadores e da Champions League.
A vitória também encerra uma história particular vivida por ambos os clubes desde a final de 2021, vencida pelo Palmeiras na prorrogação. Três anos depois, a revanche saiu com roteiro simbólico, naquela decisão, Andreas Pereira foi o protagonista do lance do gol decisivo alviverde. Em Lima, vestiu a camisa palmeirense como titular, mas viu o Flamengo levar a melhor.
O resultado ainda garantiu ao clube uma premiação total de R$ 178,2 milhões ao longo da campanha. O vice-campeão Palmeiras recebeu R$ 37,3 milhões.
Fora das quatro linhas, o título consolida mais um feito de Filipe Luís. O treinador tornou-se campeão da competição como técnico e como jogador, repetindo o que já havia vivido em 2019 e 2022, ainda em campo.
Nos minutos finais, o Palmeiras buscou o empate e teve a melhor chance aos 43, com Vitor Roque, parado em dois lances seguidos pela zaga rubro-negra, primeiro por Alex Sandro, depois por Danilo, novamente decisivo. O apito final confirmou o clube carioca como tetracampeão da América e isolado como o maior vencedor brasileiro da Libertadores.

